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Entreouvido por ai....

Já leram essa coluna da Revista O Globo, adoro...!! Tem cada tirada... vale registrar, para não esquecer.

Revista do dia 01/07
" O avião nunca atrasa quando eu vou trabalhar, só na volta para casa"
Rapaz reclamando da injustiça do caos aéreo

"Aquilo não é uma pessoa, aquilo é um avatar"
Rapaz falando de um conhecido que leva duas vidas

"O máximo que você vai tirar é seu cavalinho da chuva"
Pai ao filho que pediu para tirar o carro da garagem

"Volta pro mar, oferenda!"
Rapaz à amiga visivelmente alcoolizada que parecia ter tirado a noite para implicar com ele

"Meu Deus, nada nesse banco funciona!"
"E com esse nome você queria o quê?"
Dois clientes na fila de uma agência do Banco do Brasil em Copacabana

"Ainda vou descobrir que santa é essa..."
Passageiro de ônibus vendo a estátua do New York City Center da janela

Revista do dia 15/07
"Quanto tempo dura esse tênis?"
"Deixando guardado no armário, dura mais de dez anos"
Diálogo entre um freguês interessado en um tênis falsificado e um vendedor do Camelódromo da Uruguaiana

"Se nada der certo, viro hippie"
Rapaz na fila do seguro-desemprego

"Nossa, ele é tão bonitinho..."
"É, tia, mas é balconista..."
Diálogo entre tia e sobrinho de uns 11 anos na saída de uma famácia em Jacarépagua

Elizabeth Barret Browning

Sonnets from the portuguese

XLIII

How do I love thee? Let me count the ways.
I love thee to the depth and breadth and height
My soul can reach, when feeling out of sight
For the ends of Being and ideal Grace.
I love thee to the level of everyday's
Most quiet need, by sun and candlelight.
I love thee freely, as men strive for Right;
I love thee purely, as they turn from Praise.
I love thee with the passion put to use
In my old griefs, and with my childhood's faith.
I love thee with a love I seemed to lose
With my lost saints,— I love thee with the breath,
Smiles, tears, of all my life!— and, if God choose,
I shall but love thee better after death.

Amo-te quanto em largo, em alto e profundo
Minha alma alcança quando, transportada,
Sente, alongando os olhos deste mundo,
Os fins do Ser, a Graça entressonhada.
Amo-te em cada dia, hora e segundo
À luz do sol, na noite sossegada,
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.
Amo-te com o doer das velhas penas;
Com sorrisos, com lágrimas de prece,
E a fé da minha infância, ingênua e forte.
Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E, assim Deus o quiser,
Ainda mais te amarei depois da morte.

Tradução: Manuel Bandeira